Arquivos diários: 22 de Dezembro de 2013
Quem Somos
Mau rico
Mau rico outrora
Renasci sapateiro
Lutei pelo que esbanjara
Dinheiro, muito dinheiro
Vida dura tive
A engraxar sapatos
P’ra criar a família
E ter algo nos pratos
Tantos filhos tive
Quantos roubei
Um deles, o pior,
Nesta vida o enterrei
Mulher ditosa
Me amparou na vida
Foi bombeira da família
Nesta vida sofrida
Ah meus amigos
Se soubessem o que agora sei
Jamais roubariam
Nem que fosse um único rei
Consciência em paz
É algo impagável
Não se compra ao capataz
É sensação inigualável.
Eu, Sebastião
Vos digo, amigos,
Sede sempre honrados
P’ra não cairdes nestes perigos
Hoje sou feliz
Aceitei minha expiação
Engraxei muito sapato
Em humilde situação
Estou agora em paz
Preparando vida nova
Para aprender outras coisas
Para me pôr de novo à prova
Se eu puder escolher
Quero ser pobre novamente
Não vá cair de novo
E de novo ficar “demente”.
Honrem sempre
A vossa profissão
Seja rica ou pobre
Importa é a rectidão
Sebastião
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 20 DEZ 2011
RESGATE
Casimiro,
O enjeitado
Para onde fosse
Era posto de lado
Procurava amigos
Na sua pobreza
Ninguém lhe ligava
Da plebe à Nobreza
Casimiro, o enjeitado
Vivia em solidão
Chorava em silêncio
Enquanto pedia um pão
Escorraçado por todos
Era um pária social
Um pobre diabo
Que a ninguém fazia mal
Por vezes revoltado
Indagava a Deus
Porque tanto sofrimento
Mesmo junto dos plebeus?
Não era ele gente
Como os demais?
Porque este sofrimento
Que superava todos os ais?
Um dia acordou
Num lugar distante
Tinha morrido
Fora num instante
Que alegria sentia
Ao ver ao seu lado
Sua mãe, seu pai,
E o seu tio Machado
Anda, Casimiro
Terminou tua expiação
Foste déspota outrora
Agora aprendeste a lição
Casimiro incrédulo
Sorria de felicidade
Partiu com a família
Para a espiritualidade
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 6 DEZ 2011
O Desanimado
José o desanimado
Só tinha preocupação
Para onde olhava
Via apenas perseguição
O desânimo invadira
O seu coração
E fosse o que visse
Só via escuridão
Cuida-te amigo
De tamanha maldição
O desânimo é praga
Que amarfanha o coração
Quando ele se insinuar
Pára, faz uma oração
Confia na espiritualidade
Ilumina-te e ao teu irmão
Jamais te entregues
Ao terrível inimigo
O desânimo na vida
Põe a vida em perigo
Quem em Deus confia
Jamais desanima
Pois sabe que Jesus
Será sempre seu guia.
Poeta alegre
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 27 DEZ 2011
Escolher bem ou mal
Escolher bem ou mal
Tomar as dores alheias
É mal visto em sociedade
Quando as barrigas estão cheias
Vai-se a solidariedade
Mas quando a dor bate à porta
Faz tão bem ao coração
Haver alguém que se importa
Alguém que nos dê a mão
Egoísmo ou caridade
É em que consiste a moral
Cada um tem liberdade
De escolher bem ou mal
Psicografia recebida por MC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 24 de Janeiro de 2012

