Resposta ao jornal “O Mirante” – 30 Março 2017

DIRECTOR DE “O MIRANTE”
omirante@omirante.pt

30 de Março de 2017

Assunto: Carta ao director – pedido de esclarecimento

Exmº Senhor,

As nossas mais cordiais saudações.

Tendo saído na vossa edição de 30 de Março de 2017, uma peça sobre uma burlona que é por vós apelidada de “falsa espírita”, e pelo respeito pelos vossos leitores e pela verdade, vimos esclarecer o seguinte:

1 – Esta notícia nada tem a ver com a Doutrina Espírita.

2 – Os espíritas são pessoas sérias, honestas, que têm os seus empregos, famílias, obrigações sociais, e que se dedicam gratuitamente, nas suas horas vagas, ao estudo, prática e divulgação da doutrina espírita, numa atitude filantrópica, desinteressada e dentro da moral cristã.

3 – Os espíritas não têm consultório aberto, não cobram dinheiro, não aceitam dinheiro em troca das suas actividades e muito menos publicam anúncios prometendo a cura de tudo e mais alguma coisa. Os espíritas nada têm a ver com charlatães ou médiuns comerciantes.

Nesse sentido, a referida notícia, bem como outras que vêm aparecendo nos “media”, nada mais publicitam do que algo que NADA TEM a ver com Espiritismo, que é uma ciência filosófica de consequências morais.

Respeitosamente,

P’lo Centro de Cultura Espírita

Amélia Reis

(presidente)

ADEP – Esclarecimento sobre Espiritismo ao Jornal i

Braga, 17 de Maio de 2015
Exmº Sr. Director do “Jornal I”,
As nossas mais cordiais saudações.
Foi com algum espanto que vimos na vossa rubrica “Foram precisos seis exorcismos para resgatar Aldina das trevas“, da edição de 17 de Maio de 2015, referências à Doutrina Espírita em termos nada abonatórios, que revelam desconhecimento por parte de quem escreveu sobre o assunto.
A prática medieval do exorcismo é uma prática da Igreja Católica, que parte do pressuposto de que é o diabo que se apodera de alguém, posição esta desmentida experimentalmente pela ciência espírita nos idos do século XIX e, modernamente demonstrada por vários cientistas e pesquisadores que têm pesquisado a mediunidade (ou percepção extrassensorial)
Curiosamente, a moderna psiquiatra, no se DSM IV (uma espécie de bíblia da psiquiatra) recomenda que os psiquiatras não devem taxar como esquizofrenia as percepções de seres espirituais, por parte dos seus doentes, uma vez que podem ser fruto de um contexto cultural, social etc… isto é, a moderna psiquiatria faz a admissão antropológica da mediunidade.
Qualquer pessoa que tenha acesso à Internet poderá aceder à página da ADEP em
www.adeportugal.org ou à página da Federação Espírita Portuguesa (www.feportuguesa.pt), entre outras e, verificar que a Doutrina Espírita tem sido, desde há 158 anos, um valoroso auxiliar no desmascarar de charlatães, um auxiliar da própria medicina, nomeadamente da Psicologia e Psiquiatria, contribuindo para que o ser humano se torne mais pacífico, sociável e humanista e espiritualizado.
Nesse sentido, vimos esclarecer que a Doutrina Espírita nada tem a ver com crendices, seitas, religiões, exorcismos, magias, bruxarias, superstições, pelo que o relatado na vossa reportagem não se enquadra dentro dos parâmetros do Espiritismo, tão bem estruturado por Allan Kardec.
O Espiritismo é um amplo movimento cultural que, catapulta o homem no sentido de uma espiritualidade sadia, interior, não se compadecendo com este tipo de situações relatadas.
O intercâmbio que o Espiritismo efectua com o mundo espiritual é feito com responsabilidade, equilíbrio e objectivos úteis, conforme a obra literária compilada por Allan Kardec, nomeadamente em “O Livro dos Médiuns”, factos estes hoje sobejamente conhecidos ao nível mundial.
Ficamos ao dispor de V. Exª para algum aspecto que desejem ver esclarecidos.
P’la Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
Ulisses Lopes
(presidente)
Apartado 161, 4 711 – 910 Braga – Portugal ::: E-mail: adep@adeportugal.org ::: www.adeportugal.org
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