Missão dos Espíritas

Missão dos Espíritas
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Mau rico

Mau rico outrora
Renasci sapateiro
Lutei pelo que esbanjara
Dinheiro, muito dinheiro

Vida dura tive
A engraxar sapatos
P’ra criar a família
E ter algo nos pratos

Tantos filhos tive
Quantos roubei
Um deles, o pior,
Nesta vida o enterrei

Mulher ditosa
Me amparou na vida
Foi bombeira da família
Nesta vida sofrida

Ah meus amigos
Se soubessem o que agora sei
Jamais roubariam
Nem que fosse um único rei

Consciência em paz
É algo impagável
Não se compra ao capataz
É sensação inigualável.

Eu, Sebastião
Vos digo, amigos,
Sede sempre honrados
P’ra não cairdes nestes perigos

Hoje sou feliz
Aceitei minha expiação
Engraxei muito sapato
Em humilde situação

Estou agora em paz
Preparando vida nova
Para aprender outras coisas
Para me pôr de novo à prova

Se eu puder escolher
Quero ser pobre novamente
Não vá cair de novo
E de novo ficar “demente”.

Honrem sempre
A vossa profissão
Seja rica ou pobre
Importa é a rectidão

Sebastião
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 20 DEZ 2011

RESGATE

Casimiro,
O enjeitado
Para onde fosse
Era posto de lado

Procurava amigos
Na sua pobreza
Ninguém lhe ligava
Da plebe à Nobreza

Casimiro, o enjeitado
Vivia em solidão
Chorava em silêncio
Enquanto pedia um pão

Escorraçado por todos
Era um pária social
Um pobre diabo
Que a ninguém fazia mal

Por vezes revoltado
Indagava a Deus
Porque tanto sofrimento
Mesmo junto dos plebeus?

Não era ele gente
Como os demais?
Porque este sofrimento
Que superava todos os ais?

Um dia acordou
Num lugar distante
Tinha morrido
Fora num instante

Que alegria sentia
Ao ver ao seu lado
Sua mãe, seu pai,
E o seu tio Machado

Anda, Casimiro
Terminou tua expiação
Foste déspota outrora
Agora aprendeste a lição

Casimiro incrédulo
Sorria de felicidade
Partiu com a família
Para a espiritualidade

Poeta alegre
Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 6 DEZ 2011

O Desanimado

José o desanimado
Só tinha preocupação
Para onde olhava
Via apenas perseguição

O desânimo invadira
O seu coração
E fosse o que visse
Só via escuridão

Cuida-te amigo
De tamanha maldição
O desânimo é praga
Que amarfanha o coração

Quando ele se insinuar
Pára, faz uma oração
Confia na espiritualidade
Ilumina-te e ao teu irmão

Jamais te entregues
Ao terrível inimigo
O desânimo na vida
Põe a vida em perigo

Quem em Deus confia
Jamais desanima
Pois sabe que Jesus
Será sempre seu guia.

Poeta alegre

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 27 DEZ 2011

Escolher bem ou mal

Escolher bem ou mal

Tomar as dores alheias

É mal visto em sociedade
Quando as barrigas estão cheias
Vai-se a solidariedade

Mas quando a dor bate à porta
Faz tão bem ao coração
Haver alguém que se importa
Alguém que nos dê a mão

Egoísmo ou caridade
É em que consiste a moral
Cada um tem liberdade
De escolher bem ou mal

 

Psicografia recebida por MC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 24 de Janeiro de 2012

Serenidade

No meio da multidão
ansiamos pela solidão.
No isolamento, clamamos:
“Que aborrecimento!”.
Na riqueza preocupamo-nos
com a sorte dos nossos rendimentos.
Na pobreza reclamamos
dos nossos magros proventos.
Cada um está
onde Deus o colocou
para bem edificar,
boa ferramenta lhe entregou.
Insatisfação rima
com desmedida ambição
E felicidade com
resignada serenidade.

 

Psicografia recebida por MC na reunião mediúnica do CCE, C. Rainha, Portugal, em 12 de Janeiro de 2012